O que ver
O que ver na Torre dos Clérigos
A fachada da igreja, a nave oval, o museu, os sinos e as duas varandas: o que o complexo dos Clérigos encerra e o que se consegue divisar do topo.
Reserve a sua subida ↗Resposta rápida
O complexo dos Clérigos tem três partes: uma igreja barroca com nave elíptica, a casa da irmandade com o seu museu e a torre de granito com as suas duas varandas panorâmicas. A torre é o motivo que leva a maioria das pessoas a visitar, e do seu topo é possível avistar a Baixa, o Douro e, num dia claro, o mar.
A fachada da igreja
Comece pelo exterior. A fachada da igreja é marcada por motivos barrocos, entre os quais grinaldas e conchas, sob um frontão recortado e interrompido que, segundo a Wikipedia em inglês, se baseia num esquema romano do início do século XVII. O friso central acima das janelas ostenta símbolos de culto e um barco de incenso. A monumental escadaria dividida aos pés da igreja foi concluída em 1763, no mesmo ano da torre. Nicolau Nasoni concebeu-a na íntegra, e os estudiosos consideram-na a sua obra-prima.
A nave oval
O interior é uma única nave oval sob uma cúpula, entre os primeiros planos de igreja barroca em Portugal a assumir uma forma elíptica. O retábulo da capela-mor é em mármore policromado, executado por Manuel dos Santos Porto. Nasoni ingressou na irmandade e pediu para ser sepultado na cripta, num túmulo sem identificação; o local exato não é conhecido. O que a igreja permite visitar com um determinado bilhete está indicado na página de reserva, por isso consulte a descrição antes de contar com a visita ao interior.
O museu na casa da irmandade
A Casa da Irmandade liga a igreja e a torre. Funciona atualmente como museu, com salas como o Salão Nobre e a antiga enfermaria. Aqui estão expostas parte da coleção da própria irmandade e a Coleção Christus, e os destaques do bilhete da torre incluem ambas: mobiliário, pinturas e paramentos dos séculos XVIII e XIX. É a parte da visita que não depende do tempo e situa-se entre a igreja e a escadaria.
A subida e os sinos
A torre tem seis pisos de dimensões decrescentes, e uma estreita escada em caracol no seu interior conduz ao topo. A contagem dos degraus varia consoante a fonte, e o guia de degraus apresenta-as lado a lado. A torre alberga ainda um carrilhão, que, segundo a Wikipédia em português, foi adquirido em 1995 e é um dos maiores do país. Durante séculos antes disso, a própria torre era um marco para os barcos que subiam o Douro, e um sinal diário ao meio-dia.
Leia a seguir: Quantos degraus tem a Torre dos Clérigos?
Da varanda
A escadaria termina em varandas de observação, duas delas em níveis diferentes, com uma panorâmica de 360 graus. Visit Porto destaca a Baixa e o centro histórico, com vislumbres do Douro e do mar ao longe. Um jornal do Porto descreveu a vista noturna como a cidade iluminada por um jogo de luzes que se estende para além do rio, com a Serra do Pilar do outro lado da água como outro dos miradouros populares da zona. A única coisa que não se consegue ver do topo é a própria torre.
Uma subida multissensorial
O próprio site da torre descreve um espaço multissensorial que simula a subida à torre, disponível a todos os visitantes desde a restauração do complexo. Proporciona a quem não consegue enfrentar as escadas uma forma de acompanhar a subida. Não substitui a vista, que é o propósito da torre, mas faz parte da forma como a irmandade abriu o edifício a um público mais vasto.
O que fazer nos arredores
A livraria Livraria Lello fica na Rua das Carmelitas, perto da torre, o jardim da Cordoaria situa-se no percurso da visita guiada pelo centro histórico e a Avenida dos Aliados sobe até aos Paços do Concelho. Vale a pena espreitar a estação ferroviária de São Bento pelos seus painéis de azulejo de Jorge Colaço. A visita guiada pelo centro histórico abrange a Sé e a Igreja dos Clérigos, entre outras paragens, em cerca de três horas.
Leia a seguir: Como chegar à Torre dos Clérigos
Para quem não é
Se uma escada longa e estreita sem elevador está fora de questão, a subida não é para si; o bilhete da torre está assinalado como não adequado a pessoas com mobilidade reduzida. O bilhete noturno também não é adequado a pessoas com claustrofobia, problemas cardíacos ou vertigens. Para todos os outros, a torre é uma visita curta: o bilhete indica uma duração de cerca de 30 minutos, e não são permitidos sacos nem mochilas no interior.
Perguntas frequentes
O que há para ver na Torre dos Clérigos?
A fachada barroca da igreja, a nave elíptica, o museu na casa da irmandade e, acima de tudo, a subida a duas varandas de observação com uma panorâmica de 360 graus sobre o Porto.
Posso ver o interior da igreja?
Os destaques do bilhete da torre são a subida, a fachada da igreja e as coleções do museu. Não mencionam o interior da igreja, por isso consulte a descrição na página de reserva.
O que se pode ver do topo?
A Baixa e o centro histórico, o Douro, a Serra do Pilar do outro lado do rio e, num dia claro, o mar ao longe.
Quanto tempo devo reservar?
O bilhete indica uma duração de cerca de 30 minutos. Acrescente tempo se também quiser ver as coleções do museu e a fachada da igreja.
Fontes